Como Borré "enrolou" clubes brasileiros e irritou Palmeiras e Grêmio.

  • 31/03/2021
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Como Borré "enrolou" clubes brasileiros e irritou Palmeiras e Grêmio.

Reforço mais desejado pelos torcedores brasileiros neste começo de temporada, o atacante colombiano Rafael Santos Borré, um dos principais astros do River Plate, namorou o São Paulo, esteve perto de um acerto com o Palmeiras e chegou a selar um acordo verbal com a diretoria do Grêmio. Mas, mesmo depois de mais de um mês conversando e negociando com times do futebol pentacampeão mundial, o centroavante não assinou pré-contrato com nenhum desses clubes e acabou sendo descartado por todos eles. 

 O "Blog do Rafael Reis" conversou com pessoas do convívio de Borré para entender por que ele hesitou tanto em se comprometer com uma nova equipe e ouviu delas que o jogador e seu estafe "cozinharam" todas as negociações das quais participaram porque estavam tentando ganhar tempo. O colombiano não considerava (e continua não considerando) que precisa decidir imediatamente qual será a sua próxima casa, já que possui contrato com o River até o dia 30 de junho e só então ficará realmente livre para vestir outra camisa. O verdadeiro desejo do atacante nunca foi se transferir para o futebol brasileiro, mas, sim, retornar para a Europa (já defendeu Atlético de Madri e Villarreal). Só que as sondagens que ele recebeu do Velho Continente até o momento, uma da Lazio e outra do Brighton, não foram suficientes para empolgá-lo. Portanto, "enrolar" os times brasileiros e arrastar ao máximo as negociações com eles era uma forma de ganhar tempo na esperança que chegassem novas e mais atrativas ofertas de times de países como Inglaterra, Espanha e Itália. No entanto, a paciência dos cartolas da nação que é o plano B de Borré não é infinita. O Palmeiras, que chegou a oferecer US$ 11 milhões (R$ 63,7 milhões) livres de impostos por quatro anos de contrato, repensou a proposta depois de semanas sem uma resposta definitiva do colombiano, concluiu que havia exagerado nos valores e pulou fora do negócio. O Grêmio também cansou de esperar. No fim da semana passada, o presidente Romildo Bolzan admitiu que havia chegado a um acordo verbal com o atacante, que receberia 4 milhões de euros (R$ 27 milhões) em luvas e mais R$ 1 milhão de salário mensal. O torcedor gremista ficou todo empolgado e acreditou que isso equivaleria à assinatura do pré-contrato. Mas, depois de conversar com o técnico do River, Marcelo Gallardo, e ouvir do seu mentor que a estratégia mais acertada era mesmo esperar mais um pouco para escolher o próximo passo de sua carreira, o atacante optou por aguardar. Só que o Grêmio não concordou com essa decisão. Em nota oficial emitida na noite de ontem, o clube gaúcho anunciou a retirada da oferta pelo camisa 19 e a desistência na tentativa de contratá-lo para o segundo semestre. "A decisão se fundamenta, exclusivamente, na insegurança do clube quanto à hesitação do atleta em firmar o referido instrumento, o que proporciona uma dúvida relevante quanto ao efetivo propósito, disposição e vontade do mesmo em integrar o elenco do Grêmio", informou o comunicado. Enquanto não decide seu futuro, que agora dificilmente será um outro clube brasileiro, Borré vem sendo utilizado normalmente pelo River. O centroavante já disputou sete partidas da Copa da Liga nesta temporada e marcou cinco gols (quatro deles em um único jogo, contra o Godoy Cruz, há dez dias). Por causa da pandemia da covid-19, o Campeonato Argentino está paralisado desde o dia 9 de março do ano passado. A expectativa é que a próxima temporada da principal competição do país seja disputada no segundo semestre, entre julho e dezembro


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